Pôquer: esporte da mente



Para quem acha que o pôquer é apenas um jogo de azar, está enganado. Desde 2010, a Federação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA) reconheceu oficialmente o pôquer como esporte mental. Com isso, a entidade confirma o pôquer como um jogo de habilidade, assim como xadrez, bridge, damas e go, outros esportes mentais.

O pôquer é um jogo tão complexo e envolve tantos fatores que há muito tempo deixou de ser um jogo de azar para ser considerado um jogo de habilidade. No Brasil, por exemplo, onde a legislação proíbe os chamados “jogos de azar”, o pôquer foi liberado em 2012. Isso se deve ao fato de o Ministério dos Esportes ter reconhecido a Confederação Brasileira de Texas Hold’em como entidade esportiva. O Texas Hold’em é o estilo de pôquer mais popular do mundo atualmente, e dessa forma, a atividade deixou o status de “marginalizada” e ganhou vários adeptos, inclusive profissionais que ganham a vida com isso.

Imagine ficar doze horas sentado em volta de uma mesa. Se achou que é vício ou maluquice, está enganado. Para muitas pessoas audaciosos e celebridades, como o ex-nadador Michael Phelps e o ex-tenista Boris Becker, que apostam alto no mundo milionário do pôquer profissional, é totalmente normal. Para ter noção das cifras envolvidas nesse esporte, o segundo maior evento do mundo distribui mais de nove milhões de dólares em prêmios. E tem brasileiro se dando bem no jogo e cada vez mais envolvido com as cartas.

O empresário Denis Andrade entrou para o mundo do pôquer há 11 anos. Ele conta que se interessou pelo jogo assistindo uma partida pela televisão e logo se tornou empresário do pôquer. “Vi uma partida pela TV e achei interessante. Aprendi a jogar e durante um ano participei de torneios e resolvi fazer do pôquer um negócio. Hoje temos oito franquias da casa de pôquer no estado de São Paulo”, conta o empresário.

E mais do que um jogo de entretenimento, o pôquer auxilia o desenvolvimento cognitivo, ajudando empresários na hora de negociação, por exemplo. “Disfarçar a ansiedade e a insegurança, estudar o adversário, conseguir analisar a linguagem corporal e blefar são estratégias conhecidas do jogo de pôquer que também podem ser utilizadas durante uma negociação”, explica Denis.


Por: Andréa Barbieri



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