A cor da cerveja



O mundo da cerveja artesanal ou do inglês craft beer proporciona uma variedade enorme de estilos. A instituição classificadora de estilos mais respeitada é o Brewers Association, uma espécie de associação americana de cervejarias e cervejeiros independentes que ajuda a definir onde se enquadram os estilos das cervejas.

Há basicamente cinco indicadores que delimitam cada estilo:

1 teor alcoólico;

2 amargor;

3 cor;

4 extrato inicial;

5 extrato final.

Os dois últimos indicadores são mais específicos e os três primeiros mais comuns aos consumidores do nosso líquido sagrado. Mas vamos falar da cor. De onde vem a cor da cerveja? Por que tanta variação?

A cor da cerveja vem basicamente do tipo ou dos tipos de malte utilizados na receita. O malte quando torrado permite dar cor à cerveja, portanto quanto maior o grau de tosta do malte maior a intensidade da cor da cerveja. Mas isso também adequado à proporção da sua receita.

O malte com elevado grau de tosta fica bem escuro e se aplicado em proporções significativas na receita este vai deixar a cerveja preta/escura com variações de tonalidades. Se o malte for torrado ao ponto de caramelo, exemplo seria açúcar na panela para fazer calda de doce, este malte aplicado na receita irá dar tons avermelhados.

Um dos maltes de menor grau de tosta é o malte tipo Pilsen que dá origem também ao nome do estilo de cerveja e tem como base uma cor amarela palha.

As cervejas com adição de frutas podem absorver quase totalmente as cores provenientes de suas adições; por exemplo cervejas com frutas silvestres tais como amora, framboesa e morango tem tons de vermelho intenso e diferente do vermelho que o malte de tosta média venda a garantir. Cervejas com adição de frutas de menor intensidade de cor podem deixar a cerveja até mais clara que o tradicional amarelo.

Nunca deixe de beber uma boa cerveja. Saúde!


Por: Ladir Almada Neto

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